Workshop Círculos em Movimento nas Escolas

Workshop Círculos em Movimento nas Escolas

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Formação baseada no Manual Círculos em Movimento: Construindo uma Comunidade Escola Restaurativa. O Workshop será desenvolvido nos dias 18 e 19 de maio de 2017.

Formação baseada no Manual CÍRCULOS EM MOVIMENTO: CONSTRUINDO UMA COMUNIDADE ESCOLAR RESTAURATIVA

Kay Pranis e Carolyn Boyes Watson

(ainda inédito no Brasil)

 

A metodologia dos Círculos de Construção de Paz, e sua aplicação no ambiente escolar através do manual “Círculos em Movimento”, das autoras norteamericanas Kay Pranis e Carolyn Boyes Watson está sendo proposta para servir como espinha dorsal de um plano pedagógico para construir comunidades escolares restaurativas.

 

Uma opção que implica munir o projeto político-pedagógico da escola com referenciais de última geração, que compõe a vanguarda internacional em termos de prevenção e tratamento de conflitos no ambiente escolar.

 

Amadurecido ao longo das trajetórias das autoras, já mundialmente reconhecidas como estudiosas e multiplicadoras das práticas da Justiça Restaurativa, o material foi lançado no mercado norteamericano em janeiro de 2015, e vem encontrando ampla difusão e aplicação em redes escolares de várias cidades (como Nova Iorque), e estados (como a Califórnia) dos EUA e de outros países no mundo (como a Corea do Sul).

 

Os Círculos de Paz como ferramenta na pacificação escolar.

 

Os círculos de construção de paz representam uma das metodologias mais difundidas dentre as práticas da Justiça Restaurativa. Derivados de tradições ancestrais, e utilizados como metodologia estruturada de diálogo aplicada à resolução de crimes e conflitos, sua aplicação vem-se expandindo no mundo, alinhadas e avançando junto com a difusão das concepções transformadoras propostas para esse novo modelo de Justiça.

 

Mas os Círculos de Construção de Paz vão ainda além. Embora talhada para facilitar a comunicação entre as pessoa em situações extremas envolvendo crimes e violências, a metodologia se mostra ainda mais funcional para facilitar diálogos em situações não conflitivas. Em ambas as pontas, preserva a virtude de não perder a simplicidade quando aplicada a situações de maior tensionamento, nem perde a profundidade quando aplicada a situações da convivência cotidiana.

 

Em razão dessa versatilidade, a metodologia se mostra funcional  tanto aplicada ao tratamento de conflitos e problemas difíceis, quanto na sua prevenção, atuando na facilitação de diálogos que geram coesionamento e fortalecimento de vínculos entre os mais variados grupos de convivência.

 

Justiça Restaurativa, Círculos, Educação em Valores e Construção de Paz.

 

Inúmeros têm sido os estudos sobre crime e violência, suas causas, fatores de risco e fatores de proteção, segmentações de perfis de vulnerabilidade, recortes étnicos, socioeconômicos, culturais. Muito conhecimento tem sido gerado, mas a poucas soluções de efetividade prática eles têm conduzido, diante do complexo e caótico quadro representada pela propagação da indiferença, da intolerância e da violência nesse princípio do Século XXI.

 

Possivelmente porque poucas são as estratégias operacionais associadas aos diversos campos de estudo e transmissão de conhecimento. O conhecimento sobre Justiça Restaurativa e sua visão crítica dos sistemas de controle e estabilização da convivência social, ao contrário, emerge da prática e se apresenta sempre indissociado dela.  

 

A Justiça Restaurativa está baseada no reequacionamento da abordagem de crimes e conflitos. Ao substituir culpa por responsabilidade, perseguições por encontros, imposições por diálogos, castigos por reparação de danos, coerção por coesionamento,  esse novo enfoque oferece soluções inovadoras. Por isso vem sendo considerado paradigmático não apenas como modelo de Justiça, mas como modelo mental que permite repensar o conjunto das políticas relacionadas à promoção da paz social.

 

Justiça Restaurativa é uma Justiça fundada em valores: responsabilidade, honestidade, solidariedade, empoderamento, interconexão... Valores que somente se incorporam e se convertem em atitudes e só passam a embasar comportamentos a partir de insights experenciais. Por isso, esse novo paradigma pacificador somente se transmite eficientemente através de uma combinação de atitudes exemplares, narrativas de histórias que geram pertencimento e sentido e, principalmente, contatos vivenciais com a metodologia aplicada a situações concretas.

 

Assim, situações de conflito tornam-se oportunidades efetivas de aprendizagem, onde toda a comunidade envolvida aprende, como seguindo um modelo de “educação permanente” e de “aprendizagem em serviço” para a cultura de paz, aplicado a toda uma comunidade de aprendentes.

 

Os Círculos como metodologia de formação ativa.

 

É desse quadro que os Círculos de Construção de Paz ressaem como ferramenta não apenas de prevenção e tratamento de conflitos, mas podem ser vistos como a melhor estratégia de aprendizagem dessa nova cultura. Uma pedagogia ativa, dinâmica, aplicada pelos próprios interessados, sem intermediários e em tempo real, aos fatos da sua própria vida, atendendo às suas próprias necessidades. Vistos assim, os Círculos podem ser compreendidos então não apenas como “práticas restaurativas”, mas como um processo de aprendizagem da cultura da paz colocada em prática.

 

Como incorporação de um novo campo de habilidade, a aprendizagem da Justiça Restaurativa e da Cultura da Paz inicia pela prática, numa autêntica expressão das metodologias pedagógicas ativas, que são alias os correspondentes pedagógicos do mesmo modelo de horizontalidade proposto pela Justiça Restaurativa no campo da resolução de conflitos.

 

Aos que se interessarem, pode-se depois da experiência oferecer suporte teórico – incluindo aquele a respeito da própria estrutura metodológica - para facilitar a compreensão do fenômeno. Mas até então a teoria é dispensável para que a experiência funcione, se expanda, e gere seus primeiros resultados. Resultados que são histórias para contar, são vivências por compartilhar, são experiências que passam a compor o novo repertório da comunidade local.

 

E que, ladeadas pelas habilidades adquiridas nesse fazer, servirão como sementes produzidas no próprio terreno, e portanto cada vez mais aptas à propagação da nova cultura.

 

Círculos de Paz e o Fortalecimento da Comunidade Escolar.

 

Aprender a facilitar círculos em círculo, e através deles promover a multiplicação das práticas circulares é um objetivo pedagógico de amplo espectro que visa à construção de novas habilidades para os que convivem no ambiente escolar – estratégia que enfatiza o “aprender a ser”, e o “aprender a conviver”.

 

Através dessa multiplicação de possibilidades de incidência, a própria comunidade estará vivenciando a transposição de um marco da cultura do conflito para a cultura de paz: coesionando equipes de trabalho, fortalecendo vínculos familiares, construindo senso de comunidade, enfrentando conflitos, resolvendo infrações, ou reintegrando excluídos:

 

Sobre as autoras do manual “Círculos em Movimento”.

 

Kay Pranis faz treinamentos e escreve sobre Círculos de Construção de Paz e Justiça Restaurativa. Ela trabalhou como Planejadora de Justiça Restaurativa no Departamento de Correções do Estado de Minnesota de 1994 a 2003.

 

Desde 1998, Kay vem conduzindo treinamentos de Círculo nas mais diversas comunidades – desde escolas, prisões, locais de trabalho, igrejas e famílias, de comunidades rurais em Minnesota até o South Side da cidade de Chicago, de Montgomery, no Alabama, à Costa Rica. Ela escreveu numerosos artigos a respeito de Justiça Restaurativa e o Pequeno Livro de Processos Circulares: Um Novo/Antigo Enfoque à Construção de Paz, e é co-autora de Peacemaking Circles: From Crime to Community (Círculo de Construção de Paz: do Crime à Comunidade).

 

A intenção de Kay com seu trabalho é criar espaços nos quais as pessoas possam estar em conexão mais amorosa umas com as outras. A experiência de Kay como mãe e como ativista comunitária formam o alicerce de sua visão para a construção da paz e construção de comunidade.

 

Carolyn Boyes-Watson é fundadora do Centro para Justiça Restaurativa da Universidade Suffolk, onde atua como professora de sociologia desde 1993. É bacharel pela Universidade da Pensilvânia, Mestre e PhD em sociologia pela Universidade de Harvard. Vive em Cambridge, Massachusetts, com seu esposo Mark e suse dois filhos, Emily e Matthew.

 

 

PERÍODO:

O Workshop será desenvolvido nos dias 18 e 19 de maio de 2017.

 

HORÁRIO:

Das 8h30min às 12h e das 13h30min às 17h30min.

 

LOCAL:

Escola Superior da Magistratura, Rua Celeste Gobbato, 229, Bairro Praia de Belas, Porto Alegre, RS.

 

INSCRIÇÕES:

Período: de 23 de março a 16 de maio de 2017, enquanto houver vagas. A inscrição só será confirmada mediante o pagamento.

 

INVESTIMENTO:

Valor do Workshop: R$ 298,00 – Parcelado em até 10 vezes no cartão de crédito via PayPal.

À vista – com desconto: R$ 250,00 no boleto bancário.